Como o choque de Temperamentos afeta seus relacionamentos

Seu temperamento está sabotando seus relacionamentos? Entenda o porquê das brigas e use o autoconhecimento para transformar conflito em crescimento. Faça a paz acontecer de vez!

10/12/20254 min ler

Quem nunca teve aquela briga feia, em que parece que você e a outra pessoa estão falando em línguas completamente diferentes? Ou ainda, sabe aquele momento em que a discussão escala muito rápido, e você pensa: "Meu Deus, por que estamos reagindo assim?"

Pois é. Na maioria das vezes, o problema não é o pote de sorvete vazio ou a louça na pia ou qualquer outro motivo que tenha iniciado o desentendimento. O verdadeiro vilão da história é o choque de temperamentos.

A forma como você reage a um conflito (se você explode, se recolhe, se racionaliza demais ou se chora) não é questão de carácter, má intenção ou intenção premeditada. Muitas vezes é, na verdade, uma manifestação inconsciente de características vinculadas ao seu temperamento predominante. E conseguir entender isso muda o jogo nos seus relacionamentos mais importantes (especialmente aqueles mais próximos).

O "Ponto Cego" de cada temperamento quando em conflito

Quando a pressão aperta, cada pessoa tem, através de seu temperamento, um jeito automático de se defender ou atacar. E é aí que mora o perigo, porque o que é natural para um, pode ser um gatilho para o outro. Na sequência, vamos dar alguns exemplos para melhorar ilustrar.

  1. Colérico em Fúria: Para o Colérico, o conflito é uma batalha que precisa ser vencida. Ele tem a tendência de ser controlador, dominante e explosivo. O ponto cego dele é achar que a razão dele é a única que importa. Para quem está do lado de lá, a sensação é de ser diminuído a nada.

  2. Sanguíneo na Defensiva: O Sanguíneo não gosta de clima pesado. Na briga, ele tende a ser evasivo. Pode tentar desviar o assunto com uma piada, dar de ombros ou, pior, prometer que vai mudar só para acabar com o "climão", sem realmente internalizar a gravidade do problema.

  3. Melancólico na Magoa: O Melancólico não briga, ele ressente. Absorve a crítica, magoa-se profundamente e se fecha num casulo. O ponto cego é que ele espera que o outro adivinhe a profundidade da sua dor. Mas a tendência é de se fechar no silêncio com o parceiro e guardar a dor dentro de si.

  4. Fleumático na Calmaria: O Fleumático, mestre em evitar o estresse, vai fazer de tudo para escapar da confrontação. Ele pode se mostrar passivo ao longo da situação, ou simplesmente concordar com a cabeça, enquanto por dentro está completamente desligado ou esperando a tempestade passar.

Chegou a reconhecer alguma das reações apontadas acima? Ou percebeu semelhança na reação de outros nos exemplos utilizados?

4 Passos para harmonizar a "Linguagem da Briga"

A boa notícia é que o autoconhecimento é uma chave para definir como agir nessas situações. Com algumas atitudes conscientes, dá para antecipar sua forma de agir e conhecendo mais os próximos, transformar a briga em uma conversa produtiva. E aqui vão 4 passos para te ajudar:

1. Identifique a necessidade por trás da ação do outro

Pode até parecer que a intenção é a briga em si, mas não normalmente cada temperamento expressa a intenção abaixo:

  • O Colérico não está querendo briga; ele deseja Respeito/Controle.

  • O Melancólico não está querendo silêncio; ele deseja Segurança/Lealdade.

  • O Sanguíneo não está querendo festa; ele deseja Aceitação/Atenção.

  • O Fleumático não está querendo indiferença; ele deseja Paz/Estabilidade.

2. Crie uma "Pausa Estratégica"

Se você é Colérico ou Sanguíneo (os mais reativos e explosivos), implemente a regra dos 15 minutos. Quando perceber que vai se alterar, peça uma pausa: "Eu preciso de 15 minutos para processar o que você disse e te responder de forma justa." Isso quebra o ciclo vicioso de escalada. Não é uma ação fácil, mas é importante ser feita!

Se você é Melancólico ou Fleumático (os mais retraídos), use esse tempo para escrever o que você sente, para não se fechar no silêncio. E porque escrever? Para o fleumático, para não ignorar o que precisa ser trabalhado. No caso do melancólico, para não ficar remoendo o tempo todo e transformar a discussão em ressentimento.

3. Use a linguagem do oposto

Seu parceiro é Melancólico, e você é Colérico? Não adianta dar um sermão racional.

  • Para o Melancólico (que é emotivo e sensível), use palavras que validem o sentimento: "Eu entendo que você está magoado, e isso é importante para mim."

  • Para o Colérico (que é direto e racional), vá direto ao ponto e proponha a solução: "O problema é X. O que faremos para resolver?" (Ele ama soluções!).

  • Para o Sanguíneo (que é distraído), mantenha o foco e a leveza.

  • Para o Fleumático (que evita o conflito), garanta a ele que o momento é seguro e a conversa vai trazer tranquilidade.

4. Não perca a oportunidade do Autoconhecimento

Cada briga é uma chance de ouro para se conhecer melhor e conhecer quem está do seu lado. Se esse texto te fez pensar em uma pessoa específica ou em alguma situação, é um sinal claríssimo. Você só consegue parar de reagir no automático quando descobre qual é o seu manual de instruções! A gente tem uma ferramenta super completa para isso.

E aí, quer parar de se relacionar na "Linguagem da Briga"?

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