Como identificar o potencial de cada filho desde cedo
Entenda como os 4 temperamentos influenciam a rotina familiar. Aprenda a observar o jeito único de cada filho e cônjuge para reduzir conflitos e melhorar os relacionamentos em casa
2/15/20263 min ler


No atropelo do dia a dia das famílias, conforme as situações vão acontecendo, nós simplesmente vamos agindo. Na pressa da rotina de trabalho, escola e cuidados com o lar, poucas vezes paramos realmente para observar o jeito próprio e pessoal que cada filho, o esposo ou a esposa tem. O nosso instinto padrão, quase inconsciente, é querer agir com o outro a partir da nossa própria forma de ver o mundo. E, como muitos de nós já percebemos na prática, muitas vezes isso não dá certo. Essa falta de sintonia gera atritos, frustrações e diálogos que terminam em irritação.
Agora, se eu puder dar um passo atrás e observar um pouco mais o que é natural, o que é intrínseco do outro, uma verdadeira chave vira na dinâmica da casa. Começamos a perceber muitas coisas que vão ajudar demais no relacionamento diário, transformando julgamentos em acolhimento.
A armadilha do "Meu jeito"
O grande desafio da convivência familiar é a expectativa espelhada. Um pai muito acelerado não entende por que o filho demora tanto para tomar uma decisão simples. Uma mãe detalhista sofre quando o marido faz uma tarefa doméstica "de qualquer jeito".
O conhecimento sobre os quatro temperamentos nos ensina que essas diferenças não são afrontas pessoais, mas lentes diferentes através das quais cada um enxerga sua realidade. Quando você entende o temperamento de quem vive sob o mesmo teto, você para de exigir maçãs de uma laranjeira e passa a nutrir a raiz certa para que ela dê os seus melhores frutos.
Os temperamentos nas pequenas coisas do dia a dia
Para entender como isso funciona na prática, não precisamos olhar para grandes eventos, mas para as pequenas resoluções da rotina doméstica. A seguir trazemos alguns pontos para ilustrar e ver se parece algo que já tenha visto antes...
A criança Melancólica e a busca pela Ordem
Imagine uma criança brincando com sua bancada de ferramentas de brinquedo. De repente, ela percebe que falta um parafuso ou uma porca de plástico específica para prender uma peça. A criança melancólica pode travar e até chorar, incapaz de continuar a brincadeira. Ela possui um profundo senso de ordem e perfeição. Se um adulto disser impacientemente "usa qualquer outra peça, dá no mesmo!", ela se sentirá incompreendida. Entender esse temperamento é validar sua necessidade de detalhes e ajudá-la a encontrar a peça ou construir uma solução lógica com ela.
O Colérico e o foco na Execução
Pense em um grande projeto de manutenção na casa, como planejar a pintura de toda a fachada. É preciso escolher as combinações de cores para as paredes, o portão, as calhas e os detalhes em madeira. Um cônjuge colérico vai querer definir tudo rapidamente, comprar os materiais e ver o projeto executado o quanto antes. Eles têm pressa de realizar. Se a família for lenta e indecisa, o colérico perderá a paciência. O segredo para lidar com eles é dar-lhes autonomia para liderar o processo, respeitando sua incrível força motriz, mas lembrando-os de ouvir os outros.
O Sanguíneo e a Alegria (às vezes caótica)
O sanguíneo é a energia contagiante da casa. Imagine uma viagem em família, com todo o desafio de acomodar pais, filhos e malas em um carro grande de 7 ou 8 lugares. É o sanguíneo quem vai fazer piada no aperto, cantar no banco de trás e manter o clima leve quando o trânsito parar. Por outro lado, ele é o mesmo que vai esquecer a mochila em casa ou se distrair no meio de uma tarefa importante. Para ajudá-lo a crescer, é preciso ensiná-lo a virtude da constância com carinho e repetição, sem sufocar sua alegria e espontaneidade naturais.
O Fleumático e a Paz a qualquer custo
Quando as coisas quebram no dia a dia — seja um filtro de água pingando na cozinha ou a impressora que engasgou e parou de puxar o papel na hora da lição de casa —, o fleumático tende a se acomodar ao problema. Ele prefere colocar um pano embaixo do filtro a iniciar o estresse de desmontar o aparelho imediatamente. Não é preguiça, é uma preservação instintiva de energia e aversão a atritos. Eles precisam de incentivos gentis e passos claros, e não de cobranças agressivas, para saírem da inércia e entrarem em ação.
O Amor é Observação
O estudo dos temperamentos no lar não serve para colocar rótulos nas pessoas que amamos ("ele é assim mesmo, não tem jeito"). Pelo contrário: serve para nos dar ferramentas de educação e convivência.
Quando paramos de exigir que o outro seja uma cópia de nós mesmos e passamos a observar e respeitar a sua natureza intrínseca, a casa deixa de ser um campo de batalha para se tornar um ambiente de crescimento mútuo. Amar, no fim das contas, também é prestar atenção.
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